Consulta CNAM: o que é e como funciona

Visão geral da consulta CNAM

Sempre que um telefone mostra o nome de quem está ligando, e não apenas o número, foi uma consulta CNAM que tornou isso possível. Para o usuário final, parece automático. Para provedores de serviços, operadoras de telecomunicações e operadoras VoIP, o CNAM é infraestrutura concreta, que roda em equipamentos reais, e o Controlador de Borda de Sessão (SBC) costuma ser o ponto onde a consulta é executada.

Este guia explica como o CNAM funciona do ponto de vista do provedor de serviços, qual é o papel do SBC no processo, como o CNAM se relaciona com o STIR/SHAKEN e o que levar em conta ao implantar o CNAM em uma rede de voz em produção.

Termos e conceitos-chave
Um glossário de referência rápida para os termos usados ao longo deste artigo.
CNAM (Calling Name Delivery)Serviço de telefonia que associa um nome (de até 15 caracteres) a um número de telefone. Quando uma chamada chega, a operadora de destino consulta uma base de dados CNAM e entrega o nome associado ao identificador de chamadas de quem recebe a ligação.
Dip CNAMConsulta à base de dados que recupera o nome do chamador antes de a chamada ser apresentada ao destinatário. Dependendo da rede, a consulta pode usar SIP, HTTP/HTTPS ou TCAP sobre SS7.
CLID (Calling Line Identification)Número de telefone de quem faz a chamada, normalmente transportado no cabeçalho SIP From ou no cabeçalho P-Asserted-Identity (PAI). O CLID identifica o número; o CNAM identifica o nome associado a ele.
STIR/SHAKENFramework criptográfico que autentica o número chamador, assinando a chamada com um certificado digital e atribuindo um nível de atestação (A, B ou C). Em vez de fornecer um nome, o STIR/SHAKEN oferece um sinal de confiança sobre a legitimidade do número.
LIDB (Line Information Database)Base de dados que armazena registros CNAM (associações entre nome e número). Existem várias LIDBs na América do Norte, e o nome retornado para um mesmo número pode variar conforme a base consultada.
Controlador de Borda de Sessão (SBC)Dispositivo de rede ou instância de software na borda de uma rede de voz que processa a sinalização e a mídia das chamadas. No caso do CNAM, o SBC é o ponto natural para executar as consultas, porque tem acesso ao número chamador e pode modificar os cabeçalhos SIP antes de encaminhar a chamada adiante.
NAP (Network Access Point)Bloco lógico de configuração do ProSBC que representa um grupo de troncos ou um peer SIP. O comportamento do CNAM (fazer ou não o dip, qual provedor consultar) é configurável por NAP, o que permite controlar custo e cobertura com granularidade.
Rich Call Data / Branded CallingTecnologias emergentes que vão além do limite de 15 caracteres do CNAM e permitem que chamadores verificados entreguem logotipos, nomes empresariais completos e descrições do motivo da chamada diretamente no aparelho do destinatário.
TransNexus ClearIPServiço de terceiros que oferece consultas CNAM via SIP, assinatura e verificação STIR/SHAKEN e análise de fraude. A principal integração de CNAM do ProSBC usa SIP para consultar o ClearIP.
O que é a consulta CNAM – visão geral em vídeo

Assista: o que é CNAM? Uma visão geral rápida, em vídeo, de como funciona a entrega do nome do chamador e por que ela importa para os provedores de serviços.

O que é CNAM?

CNAM é a sigla de Calling Name Delivery, um serviço de telefonia que associa um nome de até 15 caracteres a um número de telefone. Quando uma chamada chega, a operadora de destino procura o número chamador em uma base de dados CNAM e entrega o nome associado ao telefone do destinatário, onde ele aparece ao lado do número no identificador de chamadas.

O nome pode identificar uma pessoa (“John Smith”) ou uma organização (“Acme Corp”). O CNAM é essencialmente um serviço norte-americano, usado nos Estados Unidos e em partes do Canadá. Outras regiões usam mecanismos diferentes de identificação do chamador, como o CNAP (Calling Name Presentation) em algumas redes europeias.

Ao contrário dos números de telefone, gerenciados de forma centralizada pelo Plano de Numeração Norte-Americano, os dados CNAM não ficam em uma base única e oficial. Várias Line Information Databases (LIDBs) e provedores de CNAM terceirizados mantêm seus próprios registros. Por isso, o nome exibido para um mesmo número pode variar conforme a base que a operadora de destino consulta. Isso também significa que manter os registros CNAM corretos exige manutenção ativa por parte do titular do número ou do seu provedor de serviços.

Como funciona uma consulta CNAM

O processo de consulta CNAM, normalmente chamado de “dip CNAM”, segue o mesmo padrão seja qual for o protocolo usado.

Quando alguém disca um número, a operadora de origem encaminha a chamada para a operadora de destino. A sinalização inclui o número de quem liga (o CLID, ou Calling Line Identification), mas não o nome. O nome não faz parte do estabelecimento da chamada e precisa ser obtido à parte.

Antes de apresentar a chamada ao destinatário, o equipamento da operadora de destino faz o dip CNAM: pega o número chamador e consulta uma base de dados CNAM para obter o nome associado. Se houver correspondência, o nome é anexado à chamada e exibido no aparelho do destinatário. Se não houver, o telefone normalmente mostra “Desconhecido” ou apenas o número.

Toda essa consulta leva milissegundos e termina antes de o telefone do destinatário começar a tocar. Os métodos de consulta variam conforme a implementação:

SIP

Método de integração moderno, em que o equipamento de destino envia uma requisição SIP a um provedor de CNAM, como o TransNexus ClearIP, que devolve o nome do chamador na resposta SIP. Essa abordagem aproveita a infraestrutura SIP existente, não exige pilhas de protocolo adicionais e se integra naturalmente às redes de voz baseadas em IP. O CNAM via SIP vem sendo cada vez mais adotado por operadoras que estão deixando para trás a dependência do SS7 legado.

HTTP/HTTPS

Outra abordagem moderna, em que o equipamento de destino envia uma consulta no estilo REST à API de um provedor de CNAM, passando o número chamador e recebendo o nome na resposta. Esse método é muito usado em redes VoIP e baseadas em SIP e é simples de implementar, pois exige apenas recursos padrão de cliente HTTP.

TCAP sobre SS7

Método tradicional, em que a central de destino envia uma consulta Transaction Capabilities Application Part (TCAP) por sinalização SS7 a uma base de dados CNAM. É o método usado pelas operadoras PSTN legadas e continua presente em redes híbridas onde a infraestrutura SS7 ainda está em operação. A tendência do setor, porém, é abandonar o CNAM baseado em TCAP em favor de métodos de consulta baseados em IP (SIP e HTTP/HTTPS), à medida que as operadoras modernizam suas redes.

Há outros métodos, como ENUM (consulta baseada em DNS), SIP SUBSCRIBE/NOTIFY e APIs SOAP/XML, mas eles são menos comuns em implantações de produção.

Cada dip CNAM tem um custo por consulta. Os valores típicos vão de US$ 0,002 a US$ 0,006 por consulta. Para operadoras de grande volume, que processam milhões de chamadas por mês, esses custos se acumulam, o que torna a consulta CNAM seletiva (decidir quais chamadas precisam de um dip e quais não precisam) uma questão operacional importante.

CNAM, CLID e STIR/SHAKEN: como as peças se encaixam

O CNAM é um componente de uma pilha mais ampla de identidade do chamador. Entender como ele se relaciona com as outras peças ajuda os provedores de serviços a desenhar uma estrutura coerente de identidade e confiança.

CLID (Calling Line Identification)

CLID corresponde ao próprio número de telefone. No SIP, ele é transportado no cabeçalho From ou no cabeçalho P-Asserted-Identity (PAI). O CLID informa o número que originou a chamada.

CNAM

CNAM é o nome associado a esse número. Ele é obtido pelo lado de destino por meio de uma consulta à base de dados. O CNAM informa a quem esse número supostamente pertence.

STIR/SHAKEN

STIR/SHAKEN oferece um framework criptográfico que atesta se o número chamador é legítimo. A operadora de origem assina a chamada com um certificado digital, e a operadora de destino verifica a assinatura. Em vez de um nome, o STIR/SHAKEN entrega um nível de atestação (A, B ou C) que indica o quanto a operadora de origem pode garantir a autenticidade da chamada.

Na prática, a distinção é importante: o CNAM informa o nome, e o STIR/SHAKEN indica se dá para confiar nele. Uma chamada com número falsificado (spoofing) pode trazer um CLID de aparência legítima que retorna um nome CNAM válido, mas a verificação STIR/SHAKEN marcaria essa chamada com um nível de atestação baixo (ou a verificação falharia por completo). Usados em conjunto, CNAM e STIR/SHAKEN dão à operadora de destino tanto a informação de identidade quanto um sinal de confiança.

Olhando adiante, as iniciativas de Rich Call Data (RCD) e Branded Calling estão indo além do limite de 15 caracteres do CNAM. Essas tecnologias, ainda no início da implantação, permitem que chamadores verificados entreguem logotipos, nomes empresariais e descrições do motivo da chamada diretamente no aparelho do destinatário. Os provedores de serviços que estão construindo infraestrutura de voz hoje devem considerar as três camadas: CNAM para a entrega básica do nome, STIR/SHAKEN para a autenticação e um caminho para o branded calling, que traz uma exibição de confiança mais completa.

Fluxo de consulta CNAM: a chamada de entrada chega ao ProSBC, o SBC consulta o provedor de CNAM via SIP, recebe o nome do chamador e o entrega adiante junto com a chamada

Fluxo de consulta CNAM: o ProSBC recebe uma chamada de entrada, consulta o provedor de CNAM via SIP, obtém o nome do chamador, grava esse nome no campo display name do SIP e encaminha a chamada adiante com o nome anexado. Clique para ampliar.

O papel do SBC na entrega do CNAM

Para provedores de serviços, o SBC é o ponto natural para executar as consultas CNAM. Ele fica na borda da rede e processa todas as chamadas de entrada e de saída. Tem acesso aos dados de sinalização da chamada (incluindo o número chamador) e pode modificar os cabeçalhos SIP antes de encaminhar a chamada adiante.

Implantação de SBC de peering

O SBC recebe chamadas de operadoras interconectadas. Quando atua do lado da operadora de destino, ele faz o dip CNAM antes de rotear a chamada para o próximo salto, seja um IP-PBX, um softswitch ou um terminal de assinante. O SBC consulta a base de dados CNAM, recebe o nome do chamador e o grava no campo display name do SIP, para que os equipamentos seguintes e os aparelhos dos usuários finais possam exibi-lo.

Implantação de SBC de acesso

O SBC fica entre o núcleo da rede do provedor de serviços e a borda dos assinantes. A informação CNAM pode já estar presente na sinalização da chamada (preenchida por um elemento anterior), ou o próprio SBC de acesso pode fazer a consulta, se a arquitetura da rede atribuir essa responsabilidade à borda.

A principal vantagem de executar o CNAM no SBC é o controle. O SBC pode decidir, por tronco ou por chamada, se faz o dip CNAM, qual base de dados consultar e como tratar falhas de consulta. Essa granularidade importa para a gestão de custos (dispensar os dips em troncos internos confiáveis) e para a qualidade (contornar a falha de forma controlada quando um provedor de CNAM fica inacessível).

Como o ProSBC trata as consultas CNAM

O ProSBC integra as consultas CNAM diretamente ao seu mecanismo de roteamento programável em Ruby. Em vez de tratar o CNAM como uma opção estática de configuração, o ProSBC o expõe como um filtro na cadeia de roteamento de chamadas, o que dá aos operadores controle detalhado sobre quando, como e em quais chamadas os dips CNAM acontecem.

O ProSBC oferece suporte aos métodos de consulta CNAM baseados em IP: SIP, HTTP e HTTPS. Como plataforma totalmente nativa em IP, projetada em torno de protocolos de sinalização modernos, o ProSBC não oferece suporte ao dip CNAM via TCAP sobre SS7.

CNAM via SIP com o TransNexus ClearIP

A principal integração de CNAM do ProSBC usa SIP para consultar o TransNexus ClearIP. Quando uma chamada chega ao mecanismo de roteamento, o filtro envia uma consulta CNAM via SIP ao ClearIP, que devolve o nome do chamador na resposta SIP. Ao receber a resposta, o filtro grava o nome retornado no campo calling_display da chamada, que corresponde ao display name do SIP visto pelos equipamentos seguintes. O filtro devolve o controle ao script de forma assíncrona, para que o roteamento não fique bloqueado enquanto aguarda a resposta da base de dados. Essa abordagem via SIP aproveita a infraestrutura SIP existente e não exige pilhas de protocolo adicionais.

Consultas CNAM via HTTP/HTTPS

O ProSBC também oferece suporte a consultas CNAM por APIs REST via HTTP/HTTPS. É um método de integração simples, em que o mecanismo de roteamento envia uma requisição HTTP ao endpoint da API de um provedor de CNAM, passando o número chamador e recebendo o nome na resposta. O CNAM via HTTP é fácil de implementar e funciona com qualquer provedor de CNAM que ofereça uma API REST.

Integração de dips com a TNS

Para operadoras que usam a Transaction Network Services (TNS), o mecanismo de roteamento do ProSBC oferece suporte a dips combinados em bases de dados via SIP. Um único script de roteamento pode tratar consultas de LNP (Local Number Portability), Toll-Free e CNAM em conjunto. A coluna de configuração dip, no nível do NAP, define quais tipos de dip ficam ativos em cada grupo de troncos. O valor CNAME aciona apenas consultas CNAM; o valor ALL aciona LNP, Toll-Free e CNAM em sequência. Já o valor NONE desativa os dips por completo. Observação: no momento, a TNS oferece suporte ao dip CNAM apenas via TCAP sobre SS7; o suporte da TNS a CNAM via SIP está planejado, mas ainda não está disponível.

Controle por NAP

No ProSBC, os Network Access Points (NAPs) representam grupos de troncos ou peers SIP. O comportamento do CNAM é configurável por NAP, então os operadores podem ativar os dips CNAM nos troncos com tráfego externo e desativá-los nos troncos internos ou confiáveis, onde a identidade do chamador já é conhecida. Assim, o custo das consultas fica sob controle sem perder cobertura onde ela importa.

Prevenção de consultas duplicadas

O mecanismo de roteamento desativa automaticamente o serviço CNAM de uma chamada após a primeira resposta bem-sucedida, o que evita consultas repetidas desnecessárias quando a chamada passa por várias etapas de roteamento.

Essa abordagem diferencia o ProSBC dos SBCs que oferecem o CNAM como uma simples chave liga/desliga no nível do sistema. Com a programabilidade por NAP e por chamada, os operadores podem implementar políticas refinadas: consultar o CNAM nas chamadas que chegam por interconexões com operadoras, dispensar a consulta nas chamadas de clientes corporativos conhecidos e usar provedores de CNAM diferentes em grupos de troncos diferentes, conforme o custo ou a cobertura.

Boas práticas para provedores de serviços

Escolha o provedor de base CNAM pela cobertura

Como nenhuma base de dados CNAM contém todos os números, o provedor consultado afeta diretamente a porcentagem de chamadas que retornam um nome válido. Alguns provedores agregam dados de várias LIDBs para ampliar a cobertura. Avalie os provedores pela taxa de correspondência no seu perfil de tráfego, e não só pelo custo por dip.

Monitore o custo dos dips em escala

A US$ 0,002 a US$ 0,006 por consulta, uma operadora que processa 10 milhões de chamadas por mês pode gastar de US$ 20.000 a US$ 60.000 por mês só com dips CNAM. Use o controle de CNAM por tronco (como o que o ProSBC oferece) para evitar consultas em troncos onde elas não são necessárias. Negocie com seu provedor de CNAM preços baseados em volume.

Seja criterioso com o cache

Alguns provedores de serviços armazenam os resultados CNAM em cache local para reduzir o número de consultas externas. O cache reduz o custo, mas traz o risco de dados desatualizados: um assinante que mudou de nome ou fez a portabilidade do número pode continuar aparecendo com o registro CNAM antigo até o cache expirar. Defina o TTL do cache de acordo com a sua tolerância a dados desatualizados.

Combine CNAM com STIR/SHAKEN

Sem autenticação, o CNAM é um nome sem comprovação. Se a sua rede oferece suporte à assinatura e à verificação STIR/SHAKEN, combiná-las com o CNAM dá aos seus assinantes um nome e um indicador de confiança. O ProSBC oferece suporte ao STIR/SHAKEN (por meio de seus módulos de assinatura e verificação) e ao CNAM na mesma cadeia de roteamento.

Prepare-se para a evolução rumo ao branded calling

O limite de 15 caracteres do CNAM foi pensado para uma época de telas pequenas e redes de comutação por circuitos. O Rich Call Data e as plataformas de branded calling entregam logotipos, nomes empresariais completos e o texto do motivo da chamada. O CNAM continua sendo a base, mas os provedores de serviços devem garantir que o SBC e a infraestrutura seguinte consigam repassar dados de identidade mais ricos à medida que esses padrões amadurecem.

Mantenha corretos os registros CNAM dos seus assinantes

Como provedor de serviços de origem, você é responsável por manter os registros CNAM associados aos números que atribui. Dados CNAM incorretos minam a confiança em todo o sistema e podem fazer com que seus números sejam sinalizados pelos mecanismos de análise mais adiante no caminho da chamada.

CNAM e as regulamentações da FCC

A Truth in Caller ID Act, da FCC, proíbe transmitir informações de identificação de chamadas enganosas ou imprecisas com a intenção de fraudar. Embora o alvo principal seja o spoofing, a lei evidencia o ambiente regulatório em torno da identidade do chamador, do qual o CNAM é um componente-chave.

A obrigatoriedade do STIR/SHAKEN, que a FCC passou a fazer cumprir em 2021, complementa o CNAM ao exigir que os provedores de serviços autentiquem os números chamadores com certificados digitais. O STIR/SHAKEN acrescenta ao CNAM a camada de autenticação que lhe falta, sem substituí-lo.

Mais recentemente, a FCC estudou ampliar a identidade do chamador para além do CNAM por meio de iniciativas de identificação de marca nas chamadas. Um Further Notice of Proposed Rulemaking (aviso complementar de proposta de regulamentação) de 2025 examinou modelos para entregar aos consumidores informações verificadas de identidade empresarial (incluindo logotipos e nomes empresariais com mais de 15 caracteres). Os provedores de serviços devem acompanhar esses processos, já que regras futuras podem exigir suporte, no nível do SBC, a dados mais ricos de identidade do chamador.

Conclusão

O CNAM é infraestrutura de voz fundamental. Para provedores de serviços e operadoras, é uma operação executada a cada chamada, com impacto na experiência do assinante, nos custos operacionais e na conformidade regulatória, e por isso merece mais cuidado do que um recurso que se ativa e se esquece.

Como elemento de borda que processa todas as chamadas, o SBC é o lugar certo para executar as consultas CNAM. O ProSBC torna isso prático com seu mecanismo de roteamento programável, em que as consultas CNAM são filtros na cadeia da chamada, configuráveis por grupo de troncos, combináveis com dips de LNP e Toll-Free e integradas à atestação STIR/SHAKEN.

Seja para implantar o CNAM pela primeira vez, seja para otimizar uma implementação existente, o controle por NAP e os scripts de roteamento em Ruby do ProSBC dão a você a flexibilidade de alinhar sua estratégia de CNAM ao seu perfil de tráfego e às suas metas de custo.

Perguntas frequentes

O que é CNAM?

CNAM é a sigla de Calling Name Delivery. Trata-se de um serviço de telefonia que associa um nome (de até 15 caracteres) a um número de telefone. Quando uma chamada chega, a operadora de destino procura o número chamador em uma base de dados CNAM e entrega o nome associado ao telefone do destinatário, onde ele aparece ao lado do número no identificador de chamadas. O nome pode identificar uma pessoa ou uma organização. O CNAM é essencialmente um serviço norte-americano, usado nos Estados Unidos e em partes do Canadá.

Como funciona uma consulta CNAM?

O processo de consulta CNAM, chamado de “dip CNAM”, começa quando o número chamador é enviado em direção à operadora de destino. Antes de apresentar a chamada ao destinatário, o equipamento da operadora de destino faz o dip CNAM: pega o número chamador e consulta uma base de dados CNAM para obter o nome associado. Se houver correspondência, o nome é anexado à chamada e exibido no aparelho do destinatário. Essa consulta normalmente usa SIP (integração moderna), HTTP/HTTPS (abordagem via API REST) ou TCAP sobre SS7 (método tradicional), e todo o processo leva milissegundos.

Qual é a diferença entre CNAM e STIR/SHAKEN?

O CNAM é o nome associado a um número de telefone e é obtido por meio de uma consulta à base de dados. O STIR/SHAKEN é um framework criptográfico que atesta se o número chamador é legítimo, assinando a chamada com um certificado digital e atribuindo um nível de atestação (A, B ou C). Na prática, o CNAM informa o nome, enquanto o STIR/SHAKEN indica se dá para confiar nele. Uma chamada com número falsificado pode trazer um nome de aparência legítima e, mesmo assim, falhar na verificação STIR/SHAKEN. Usados em conjunto, CNAM e STIR/SHAKEN dão à operadora de destino tanto a informação de identidade quanto um sinal de confiança.

Quanto custa um dip CNAM?

Cada dip CNAM tem um custo por consulta, com valores típicos de US$ 0,002 a US$ 0,006. Para operadoras de grande volume, que processam milhões de chamadas por mês, esses custos crescem de forma significativa. Por exemplo, uma operadora que processa 10 milhões de chamadas por mês pode gastar de US$ 20.000 a US$ 60.000 por mês só com dips CNAM. Os provedores de serviços podem controlar esses custos com a consulta CNAM seletiva (decidir quais chamadas precisam de um dip), o controle de CNAM por tronco e a negociação de preços por volume com os provedores de CNAM.

Integre consultas CNAM ao ProSBC

O mecanismo de roteamento programável do ProSBC trata o CNAM como um filtro na cadeia da chamada, que você aplica onde faz sentido, sem depender de uma chave global para todo o sistema. Com configuração por NAP, suporte aos métodos de consulta SIP, HTTP e HTTPS e integração nativa com o TransNexus ClearIP para processar CNAM, LNP e STIR/SHAKEN de forma combinada, o ProSBC dá aos provedores de serviços o controle para implantar consultas CNAM exatamente como a rede exige.

Seja você uma operadora que gerencia milhões de chamadas por mês ou um provedor de serviços gerenciados (MSP) que precisa garantir a precisão da identidade do chamador para vários clientes, a programabilidade por chamada do ProSBC coloca a política de CNAM nas suas mãos.

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