SBC de hardware vs. SBC de software: custo total de propriedade

Há mais de duas décadas, os appliances de hardware de Controlador de Borda de Sessão (SBC) são o modelo padrão de implantação na borda da rede de voz. Oracle, AudioCodes e Ribbon construíram seus negócios sobre equipamentos de propósito específico: appliances de rack com processadores dedicados, firmware proprietário e capacidade atrelada a um modelo específico de hardware.
Esse modelo fazia sentido quando a infraestrutura de voz era física e a voz era a única carga de trabalho na borda. Hoje, faz menos sentido. A maioria das operadoras já virtualizou seus firewalls, balanceadores de carga e funções de roteamento. Muitas vezes, o SBC é o último appliance ainda parafusado no rack.
Se você está chegando a um ciclo de renovação, ampliando a capacidade ou implantando um SBC pela primeira vez, a pergunta já não é “qual appliance devo comprar?”. A pergunta é se você deve mesmo comprar um appliance. Esta página compara o custo total de propriedade (TCO) dos appliances SBC de hardware com o dos SBCs de software ao longo de todo o ciclo de vida: aquisição, implantação, operação, escalabilidade, redundância e fim de vida.
Se você está comparando fornecedores específicos, e não categorias, consulte nossas páginas detalhadas sobre ProSBC vs. AudioCodes, ProSBC vs. Ribbon e ProSBC vs. Cisco CUBE. Para uma visão mais ampla da migração, consulte Como substituir um SBC de hardware por software.
O que compõe o custo total de propriedade de um SBC
TCO não é o preço de compra. Também não é o preço de compra somado ao contrato anual de manutenção. O TCO real reúne todos os custos que você terá ao longo da vida útil do sistema, normalmente um horizonte de 5 anos.
No caso de um SBC, esses custos se dividem em seis categorias:
- Aquisição é o que você paga, logo de início, para ter o SBC (hardware, software, licenciamento).
- Implantação abrange o custo de colocá-lo em operação (rack, energia, cabeamento, mão de obra de instalação, tempo de configuração).
- Operação representa o custo de mantê-lo funcionando (contratos de manutenção, atualizações de firmware, monitoramento, treinamento da equipe, solução de problemas).
- Escalabilidade mede quanto custa adicionar capacidade quando o tráfego cresce.
- Redundância corresponde ao custo de se proteger contra falhas: pares de alta disponibilidade (HA), unidades sobressalentes e infraestrutura de failover.
- Renovação e fim de vida reflete o custo de quando o fornecedor descontinua o produto ou o hardware chega ao fim do suporte.
A maioria dos compradores compara o custo de aquisição. As operadoras que já passaram por um ciclo de vida completo de appliance comparam as seis categorias.
SBC de hardware: o custo real dos appliances
Aquisição
Appliances SBC de hardware são despesas de capital. Um appliance de médio porte da Oracle, AudioCodes ou Ribbon costuma custar entre US$ 10.000 e mais de US$ 100.000, dependendo da capacidade de sessões. O preço do Oracle Acme Packet fica em torno de US$ 100 por sessão por ano em um compromisso plurianual; uma implantação Oracle de 1.500 sessões custa cerca de US$ 150.000 por ano só em licenciamento.
São itens de orçamento elevados, que exigem ciclos de compra, negociação com fornecedores e aprovação de capital. Para provedores de serviços e provedores de serviços gerenciados (MSPs) que calculam o custo por cliente, um appliance de US$ 50.000 atendendo 20 clientes representa uma alocação de capital de US$ 2.500 por cliente antes que uma única chamada seja roteada.
Implantação
Appliances de hardware precisam de infraestrutura física: espaço em rack, energia redundante, refrigeração e cabeamento. A instalação é presencial. Os prazos de aquisição (pedido, envio, recebimento, preparação) costumam ficar entre 4 e 12 semanas, conforme as condições da cadeia de suprimentos e a fila de pedidos do fornecedor.
Cada semana desse prazo é uma semana de receita não realizada para os provedores de serviços, ou uma semana de risco de infraestrutura não resolvido para as empresas.
Operação
Os fornecedores de appliances cobram contratos anuais de manutenção e suporte de 15% a 20% do preço de compra original. Um appliance de US$ 50.000 gera de US$ 7.500 a US$ 10.000 por ano em taxas de manutenção, que cobrem atualizações de firmware, correções de bugs e acesso ao suporte técnico do fornecedor.
Além do custo do contrato, SBCs de hardware exigem investimento operacional em conhecimento específico de cada fornecedor. Cada fabricante de appliance tem sua própria interface de gerenciamento, sintaxe de CLI, processo de atualização de firmware e metodologia de solução de problemas, e esse conhecimento não se transfere de um fornecedor para outro. As atualizações de firmware em appliances também costumam exigir janelas de manutenção, às vezes com interrupção do serviço, o que transforma a gestão de mudanças em um ônus operacional recorrente.
Escalabilidade
SBCs de hardware têm capacidade travada. O número máximo de sessões simultâneas está atrelado ao modelo do appliance. Se você comprou um appliance de 1.000 sessões e seu tráfego cresce para 1.500 sessões, há duas opções: comprar um appliance maior ou adicionar um segundo e montar uma arquitetura de balanceamento de carga. Nenhuma das duas é incremental. Ambas envolvem nova compra, novo capital e nova complexidade operacional.
Essa trava de capacidade cria um problema de planejamento: se comprar pequeno demais, você será obrigado a fazer uma despesa de capital não planejada; se comprar grande demais, estará pagando por capacidade ociosa. O modelo de hardware penaliza tanto o crescimento quanto o planejamento conservador.
Redundância
Alta disponibilidade em um SBC de hardware significa comprar um segundo appliance. Para uma unidade principal de US$ 50.000, a HA dobra o custo de hardware para US$ 100.000. E isso antes de contar o espaço em rack, a energia e o contrato de manutenção da segunda unidade.
Alguns fornecedores restringem a HA aos modelos de linha mais alta. A Ribbon, por exemplo, oferece HA apenas em suas plataformas SBC maiores, de modo que implantações menores podem descobrir que a HA não está disponível ou que depende de um upgrade para um nível mais caro.
Renovação e fim de vida
Appliances de hardware têm um ciclo de vida finito. Os fornecedores normalmente dão suporte a um modelo de hardware por 5 a 7 anos após o lançamento e depois emitem avisos de fim de venda e de fim de suporte. Quando seu appliance chega ao fim do suporte, você é obrigado a comprar um substituto, mesmo que o hardware atual ainda funcione.
Isso gera capital empatado. Um appliance comprado por US$ 50.000 há três anos, funcionando perfeitamente, vira um passivo quando o fornecedor anuncia o fim de vida. O valor depreciável restante é baixado e uma nova compra de capital reinicia o ciclo.
SBC de software: a economia do desacoplamento
Aquisição
Um SBC de software é uma licença de software. Não há appliance proprietário para comprar. O custo de aquisição é a licença, mais um host para executá-la.
SBCs de software usam modelos de assinatura (OPEX anual) em vez de licenças perpétuas (CapEx). Para organizações que estão migrando de appliances de hardware, isso transfere o gasto com SBC do orçamento de capital para o orçamento operacional, que costuma ser mais fácil de aprovar e mais previsível.
ProSBC, por exemplo, publica seus preços por sessão, escalonados pelo número de sessões, com suporte 24/7 incluído nos níveis mais altos. Não há licença de plataforma proprietária por baixo do SBC nem contrato de manutenção separado com o fornecedor. A licença é o custo do software licenciado.
O host é à parte. Há quatro opções comuns, com curvas de custo muito diferentes:
- KVM ou Proxmox em servidores próprios (virtualização open source) dispensa licença de hypervisor. O KVM é nativo do Linux; o Proxmox é gratuito, com uma assinatura de suporte opcional que custa cerca de US$ 100 a US$ 1.000 por CPU por ano. Hardware, energia e armazenamento são custos reais que precisam ser alocados à carga de trabalho, mas a ausência de uma linha de licenciamento de hypervisor é uma vantagem estrutural relevante no cenário pós-Broadcom.
- VMware (vSphere Foundation ou VMware Cloud Foundation) usa o mesmo hardware, energia e armazenamento do KVM, mais o licenciamento VMware. Após a aquisição pela Broadcom, o vSphere passou a adotar preços por assinatura por núcleo, agrupados no VVF ou no VCF. Muitos clientes atuais relatam aumentos de 2x a 3x na renovação. Alocada a um par HA de SBC de 500 sessões, a linha de licenciamento VMware normalmente acrescenta de US$ 2.000 a US$ 5.000 por ano ao custo do hardware subjacente.
- Nuvem pública (AWS, Microsoft Azure) significa uma instância de computação, mais armazenamento, mais o tráfego de saída da rede (egress). Para um SBC de 500 sessões, uma instância típica de 4 vCPU e 16 GB de RAM custa cerca de US$ 140 a US$ 200 por mês por nó, com preços sob demanda. Com HA, você roda dois nós. Instâncias reservadas ou planos de economia (savings plans) costumam reduzir o custo de computação em 30% a 50%. O egress depende do volume de chamadas e da escolha do codec e pode pesar bastante em escala.
- Baremetal dedicado é um servidor x86 padrão, dimensionado para a carga de trabalho, que é seu e fica no seu rack. O custo do hardware é pago uma única vez (de US$ 3.000 a US$ 8.000 por servidor é o típico para uma implantação de 500 sessões), mais rack, energia e refrigeração. Sem licenciamento de hypervisor e sem a sobrecarga de um ambiente compartilhado.
As tabelas de TCO abaixo detalham cada cenário, com todos os custos do host incluídos.
Implantação
SBCs de software rodam em infraestrutura que já está instalada ou que tem preço de commodity: VMware, KVM/Proxmox, AWS, Microsoft Azure ou baremetal padrão. Se você já opera um hypervisor ou uma conta de nuvem, já tem a infraestrutura para rodar um SBC de software. Se preferir baremetal, o servidor é uma compra padrão, e não um appliance específico de um fornecedor.
Com o host pronto, o tempo de implantação cai de semanas para minutos. Como referência, o ProSBC vai do download à instância em execução em cerca de 20 minutos, com ativação online e um assistente de configuração. Sem espaço em rack dedicado a um equipamento proprietário, sem diagrama de cabeamento específico de fornecedor, sem preparação de firmware.
Operação
Um SBC de software roda na mesma infraestrutura x86 que sua equipe já gerencia. O sistema operacional, o hypervisor e a rede são todos padrão. Não há firmware proprietário para gerenciar, nem diagnósticos de hardware específicos de fornecedor para aprender, nem visitas presenciais por falhas de hardware diferentes das do resto do seu parque.
O host tem suas próprias tarefas operacionais: patches do sistema operacional, upgrades do hypervisor, monitoramento de hardware (no caso de baremetal) ou gestão da conta de nuvem (no caso de AWS ou Azure). Na maioria das organizações, essas atividades já acontecem para outras cargas de trabalho, então o SBC passa a ser mais um tenant, e não um novo silo operacional. As atualizações de software se aplicam à camada de aplicação, sem substituir a infraestrutura subjacente. O mesmo servidor que roda a versão 3.x hoje roda a versão 4.x amanhã.
Escalabilidade
Escalar um SBC de software significa ajustar o nível da licença ou implantar instâncias adicionais em uma infraestrutura que você já opera. Não há compra de appliance proprietário, nem limite abrupto de capacidade atrelado a um número de modelo, nem troca completa de equipamento. Se o tráfego crescer de 500 para 2.000 sessões, você atualiza a licença. O mesmo host absorve a carga se tiver CPU e memória sobrando; caso contrário, você amplia o host (redimensiona a VM, faz upgrade da instância de nuvem ou adiciona um servidor) por meio de compras padrão de infraestrutura, que são incrementais e competitivas, sem ficar presas a um fornecedor.
O ProSBC suporta até 60.000 sessões simultâneas e 350.000 registros de endpoints por instância. Uma única instância de software dá conta de cargas de trabalho que exigiriam vários appliances de hardware.
Redundância
Em um SBC de software, a HA é uma segunda instância em um segundo host, e não um segundo appliance proprietário. O custo é a licença adicional mais os recursos de computação para a instância em standby: uma segunda VM, uma segunda instância de nuvem ou um segundo servidor. O ProSBC+ inclui HA 1+1 ativo/standby para máxima disponibilidade e mínimo tempo de inatividade, e está disponível até para implantações pequenas. Um par de licenças HA de 500 sessões (ProSBC+) custa aproximadamente US$ 2.000 por ano, mais o custo de host do segundo nó, que é o mesmo custo incremental de computação do nó principal. Compare isso com dobrar um investimento de US$ 50.000 em hardware, mais um segundo contrato de manutenção, mais uma segunda unidade de rack.
Renovação
Um SBC de software não tem ciclo de renovação de hardware ditado pelo fornecedor do SBC. O software roda em servidores padrão (ou instâncias de nuvem) que seguem seu próprio ciclo de vida, controlado por você. Quando você faz upgrade ou substitui o host subjacente, o software SBC migra junto com o restante das suas cargas de trabalho. Não há cronograma de migração imposto pelo fornecedor, nem capital empatado em um chassi proprietário, nem prazo de fim de suporte do hardware imposto pelo fornecedor do SBC.
Servidores baremetal têm, sim, um ciclo de renovação próprio (normalmente de 5 a 7 anos), e esse custo está considerado nas tabelas de TCO abaixo. A diferença é que você compra hardware x86 de commodity em um mercado competitivo, e não um appliance proprietário de fonte única, e o momento da troca é definido pela sua política de renovação do parque, e não pelo aviso de fim de venda de um fornecedor de SBC.
Comparação de TCO em 5 anos: implantação HA de 500 sessões
Todos os valores abaixo consideram o custo completo: amortização do hardware, licenciamento de hypervisor quando aplicável, energia, rack, armazenamento e tempo da equipe de operações estão incluídos nos dois lados da comparação.
SBC de hardware (par HA)
| Categoria de custo | Custo em 5 anos |
|---|---|
| Aquisição do appliance (principal + HA, CapEx) | US$ 30.000–US$ 100.000 |
| Manutenção / suporte anual (15–20% da compra, 5 anos) | US$ 22.500–US$ 100.000 |
| Rack, energia, refrigeração (2 unidades, 5 anos) | US$ 10.000–US$ 25.000 |
| Mão de obra de implantação | US$ 2.000–US$ 5.000 |
| Renovação no ano 5 (fim do suporte do fornecedor) | US$ 30.000–US$ 100.000 |
| Total em 5 anos | US$ 94.500–US$ 330.000+ |
SBC de software (par HA ProSBC+ em KVM ou Proxmox)
Virtualização open source. Sem taxa de licença de hypervisor. A vantagem estrutural em relação ao VMware aumentou significativamente desde a aquisição pela Broadcom.
| Categoria de custo | Custo em 5 anos |
|---|---|
| Licença ProSBC+, par HA (US$ 2.000/ano × 5) | US$ 10.000 |
| Amortização do hardware do servidor (parcela alocada, renovação a cada 5 anos) | US$ 5.000–US$ 12.500 |
| Energia, rack, refrigeração (alocado) | US$ 1.500–US$ 3.500 |
| Armazenamento (SAN ou NVMe local, alocado) | US$ 1.000–US$ 3.000 |
| Assinatura opcional de suporte do Proxmox (alocada; o KVM é gratuito) | US$ 250–US$ 1.500 |
| Esforço de backup, monitoramento e patches do sistema operacional (alocado) | US$ 1.000–US$ 5.000 |
| Total em 5 anos | US$ 18.750–US$ 35.500 |
SBC de software (par HA ProSBC+ em VMware, pós-Broadcom)
Mesma infraestrutura física do cenário KVM, com o licenciamento vSphere ou VCF somado por cima. Clientes com licenças perpétuas antigas normalmente só sentem o aumento na renovação; as novas implantações enfrentam esse custo desde o primeiro dia.
| Categoria de custo | Custo em 5 anos |
|---|---|
| Licença ProSBC+, par HA (US$ 2.000/ano × 5) | US$ 10.000 |
| Amortização do hardware do servidor (alocada) | US$ 5.000–US$ 12.500 |
| Energia, rack, refrigeração (alocado) | US$ 1.500–US$ 3.500 |
| Armazenamento (alocado) | US$ 1.000–US$ 3.000 |
| Licenciamento VMware vSphere Foundation / VCF (alocado, 5 anos) | US$ 10.000–US$ 25.000 |
| Esforço de backup, monitoramento e patches do sistema operacional (alocado) | US$ 1.000–US$ 5.000 |
| Total em 5 anos | US$ 28.500–US$ 59.000 |
Os custos ocultos que não aparecem na cotação
Conhecimento e treinamento da equipe
SBCs de hardware exigem treinamento certificado pelo fornecedor. A interface de gerenciamento, a CLI e a metodologia de solução de problemas de cada fornecedor são proprietárias. Se você usa appliances AudioCodes, sua equipe precisa de treinamento AudioCodes. Acrescente Oracle em outra parte da rede e ela também vai precisar de treinamento Oracle. O conhecimento não se transfere.
SBCs de software rodando em infraestrutura x86 padrão aproveitam habilidades que sua equipe já tem: administração de Linux, gestão de virtualização (KVM, Proxmox, VMware) e operações em nuvem. O conhecimento específico de SBC é um complemento, e não a base.
Prazo de aquisição
Os ciclos de compra de hardware levam de 4 a 12 semanas. Nesse intervalo, uma expansão urgente de capacidade, a entrada de um novo cliente ou a troca de um appliance com defeito fica à espera da logística. SBCs de software são implantados em horas. Para um provedor de serviços que está adicionando um novo cliente corporativo, a diferença no tempo até a receita é medida em semanas, não em dias.
Lock-in de fornecedor (e o novo lock-in do VMware)
Depois que você investe no ecossistema de um fornecedor de SBC de hardware (appliances, plataformas de gerenciamento, treinamento, contratos de suporte), trocar de fornecedor vira um projeto de capital. Sair de um ecossistema de SBC de hardware envolve nova compra, operação em paralelo, migração de SIP Trunks (troncos de voz sobre IP) e novo treinamento da equipe.
Um segundo lock-in agora está no centro das atenções de muitas equipes de infraestrutura: o VMware. A aquisição pela Broadcom tirou muitos clientes de uma operação confortável com licenças perpétuas e os levou ao susto com o preço a cada renovação. Em implantações greenfield do ProSBC, KVM ou Proxmox é cada vez mais a escolha padrão justamente porque elimina os dois lock-ins (o do fornecedor do SBC e o do fornecedor do hypervisor) ao mesmo tempo. O ProSBC é agnóstico em relação ao hypervisor e suporta os dois igualmente.
SBCs de software em infraestrutura padrão reduzem o lock-in nos dois casos. O SBC passa a ser uma aplicação em um servidor, e não um equipamento proprietário parafusado em um rack. Migrar de um SBC de software para outro, ou do VMware para o KVM, está mais perto de uma mudança de configuração do que de uma troca completa de equipamento.
Serviço gerenciado como alavanca de TCO
Para organizações que preferem não gerenciar a infraestrutura de SBC internamente, a TelcoBridges oferece um Serviço Gerenciado: uma implantação do ProSBC totalmente gerenciada, que inclui ProSBC+ com HA 1+1, suporte 24/7, configuração inicial, integração, testes e monitoramento. O Serviço Gerenciado pode ser implantado na própria plataforma do cliente (AWS, Azure, VMware ou KVM) ou hospedado pela TelcoBridges. A escolha é do cliente.
O Serviço Gerenciado custa uma fração do salário de um engenheiro dedicado a SBC (US$ 60.000–US$ 100.000 por ano). Para MSPs e provedores de serviços de internet (ISPs) em que a administração de SBC não é uma competência central, essa costuma ser a maior alavanca de TCO disponível.
Quando SBCs de hardware ainda fazem sentido
Nem toda implantação deve ser em software. Appliances de hardware ainda se encaixam em cenários específicos:
- Exigências regulatórias ou de compliance se aplicam quando setores ou regiões exigem plataformas de hardware certificadas para a infraestrutura de voz. Se a norma exige o appliance certificado de um fornecedor específico, a comparação de custos fica em segundo plano diante do requisito de conformidade.
- Grande investimento em hardware ainda com vida útil pela frente significa que, se você implantou um SBC de hardware há dois anos e ele ainda tem três ou mais anos de vida útil e de suporte do fornecedor, substituí-lo agora gera desperdício desnecessário. Planeje a migração para software no próximo ciclo de renovação.
- Integração profunda com o ecossistema do fornecedor pesa para organizações com uma pilha de voz inteiramente Oracle ou inteiramente Cisco, que podem se beneficiar da integração estreita de permanecer dentro da família de produtos de um único fornecedor. A simplicidade operacional de ter um só fornecedor pode compensar parte do custo mais alto.
- Transcodificação em hardware de alta densidade é o caso de implantações com transcodificação de codecs em grande volume (G.711 para G.729, AMR para G.711), que podem se beneficiar de hardware DSP dedicado. A transcodificação em software está avançando, mas a densidade de DSPs dedicados ainda leva vantagem em cargas de transcodificação de volume muito alto.
Mesmo nesses cenários, vale avaliar um SBC de software como complemento ou como caminho de migração de longo prazo. Rodar software junto com o hardware existente durante um período de transição é uma abordagem comum.
ProSBC vs. appliances SBC de hardware: comparação de recursos
| Recurso | ProSBC (software) | SBC de hardware (típico) |
|---|---|---|
| Modelo de implantação | Somente software: VMware, KVM, Proxmox, AWS, Azure, uCPE, baremetal | Appliance de hardware proprietário |
| Modelo de preços | Assinatura anual em OPEX (licença); preço por sessão publicado. O host é à parte (nuvem, baremetal ou VM em KVM/Proxmox/VMware) | Compra em CapEx + manutenção anual + contrato de suporte; o appliance inclui o hardware do host |
| Transparência de preços | Preço por sessão publicado | Cotação sob consulta ao fornecedor |
| Flexibilidade de hypervisor | KVM, Proxmox e VMware suportados igualmente; o cliente pode evitar o lock-in do VMware | Não se aplica (chassi proprietário) |
| Escalabilidade | Ajuste do nível da licença; uma única instância com até 60.000 sessões | Compra de um appliance maior ou de unidades adicionais |
| Máximo de sessões por instância | 60.000 | Varia conforme o modelo (normalmente 1.000–30.000) |
| Máximo de registros | 350.000 | Varia conforme o modelo |
| Alta disponibilidade | HA 1+1 (ProSBC+); disponível para implantações pequenas | Exige um segundo appliance; alguns fornecedores restringem a modelos de linha mais alta |
| Gerenciamento | GUI web + API RESTful + CLI | Interface de gerenciamento específica do fornecedor |
| Roteamento configurável | Módulos de API em Ruby; integração aberta com qualquer serviço HTTP | Configuração de roteamento específica do fornecedor |
| STIR/SHAKEN | Modelo aberto: escolha seu parceiro de assinatura (TransNexus, Neustar ou outro provedor de STI-AS) | Integração específica do fornecedor |
| Serviço gerenciado | Totalmente gerenciado pela TelcoBridges (ou na plataforma do cliente) | Varia conforme o fornecedor e o parceiro |
| Avaliação gratuita | Licença de laboratório gratuita, self-service, configuração em ~20 min | Consulte o fornecedor ou parceiro |
| Licença de laboratório | ProLab: gratuita, permanente, 3 sessões | Varia; alguns fornecedores oferecem avaliação por meio de parceiros |
| Renovação da infraestrutura | Sem ciclo de renovação ditado pelo fornecedor do SBC | Ciclo de vida do appliance de 5–7 anos, seguido de substituição obrigatória |
Perguntas frequentes
Um SBC de software é tão confiável quanto um appliance SBC de hardware?
A confiabilidade vem da arquitetura, não do formato físico. Um SBC de software rodando em infraestrutura bem provisionada, com HA 1+1, oferece a mesma continuidade de serviço que um par de appliances de hardware. O ProSBC+ inclui redundância ativo/standby para máxima disponibilidade e mínimo tempo de inatividade. A infraestrutura subjacente (VMware, KVM, Proxmox, AWS, Azure) oferece suas próprias camadas de redundância, que os appliances de hardware não conseguem aproveitar. Hoje, muitas implantações carrier-grade rodam inteiramente em SBCs de software.
De que infraestrutura eu preciso para rodar um SBC de software?
O ProSBC roda em KVM, Proxmox, VMware, AWS, Microsoft Azure, uCPE e servidores x86 baremetal. Os requisitos mínimos dependem do número de sessões. Na maioria das implantações, uma VM padrão ou uma instância de nuvem com CPU e memória adequadas é suficiente. Se você já opera cargas de trabalho virtualizadas, provavelmente já tem a infraestrutura pronta, e o custo marginal de adicionar o SBC é pequeno. Muitas implantações novas escolhem KVM ou Proxmox justamente para evitar a exposição ao licenciamento VMware/Broadcom; o ProSBC suporta os três hypervisors igualmente.
Quanto custa um SBC de software em comparação com um appliance de hardware?
O ProSBC publica seus preços de licenciamento por sessão. Uma implantação HA de 500 sessões custa cerca de US$ 2.000 por ano em licenciamento. O host é à parte, e a escolha do host afeta de forma significativa o TCO. Considerando todos os custos, uma implantação HA de 500 sessões em KVM/Proxmox custa aproximadamente US$ 18.750–US$ 35.500 em cinco anos; em VMware (pós-Broadcom), US$ 28.500–US$ 59.000. Um par HA de appliances de hardware equivalente custa US$ 94.500–US$ 330.000+ nos mesmos cinco anos (CapEx do appliance + manutenção + HA + rack + renovação no ano 5). A diferença é de aproximadamente 2x a 10x em VMware (pós-Broadcom) e bem maior em KVM ou Proxmox. Entre em contato com a TelcoBridges para obter os preços atuais e os detalhes dos pacotes.
A aquisição da VMware pela Broadcom muda a conta?
Sim, e esse é um dos motivos mais comuns para novas implantações do ProSBC irem para KVM ou Proxmox em vez de VMware. Os preços por assinatura por núcleo do VVF/VCF geraram aumentos de custo de 2x a 3x para muitos clientes na renovação. O ProSBC é agnóstico em relação ao hypervisor e roda igualmente bem em KVM, Proxmox e VMware, então os clientes que levam um susto com o preço da renovação podem pagar a nova tarifa da VMware ou migrar a carga de trabalho do SBC (e outras) para virtualização open source sem trocar de produto SBC.
Posso migrar de um SBC de hardware para um SBC de software sem tempo de inatividade?
Sim, na prática. A maioria das organizações roda o SBC de software em paralelo com o hardware existente durante um período de transição. Você migra os grupos de troncos e as conexões com operadoras de forma incremental, validando cada etapa. Quando todo o tráfego estiver passando pelo SBC de software, o appliance de hardware é desativado. A licença ProLab gratuita e permanente do ProSBC foi pensada para apoiar essa abordagem de avaliação e migração em paralelo.
Um SBC de software oferece os mesmos recursos que um SBC de hardware?
Para sinalização SIP, segurança, roteamento, STIR/SHAKEN e funções de interoperabilidade, sim. O ProSBC suporta até 60.000 sessões simultâneas, 350.000 registros de endpoints, 1.024 NAPs (pontos de acesso de rede), SIP sobre TLS, SRTP, proteção contra negação de serviço (DoS/DDoS), lista de bloqueio dinâmica, ocultação de topologia e roteamento configurável por meio de módulos de API em Ruby. A principal área em que os appliances de hardware ainda levam vantagem é a transcodificação em hardware de alta densidade com DSPs dedicados. O ProSBC faz transcodificação G.711 ALAW/ULAW; a transcodificação de outros codecs (Opus, G.729, AMR) exige hardware DSP externo. A transcodificação em software para outros codecs está no roadmap de produtos da TelcoBridges.
Comece a usar o ProSBC
ProSBC é um SBC carrier-grade baseado em software, que pode ser implantado em KVM, Proxmox, VMware, AWS, Microsoft Azure, uCPE ou baremetal, onde quer que esteja a sua borda. Uma única instância escala até 60.000 sessões simultâneas e 350.000 registros, com HA 1+1 disponível até em implantações pequenas por meio do ProSBC+.
A licença ProLab gratuita e permanente, de 3 sessões, é implantada em cerca de 20 minutos com ativação online e segue disponível para testes contínuos de laboratório e integração. Execute-a ao lado do seu SBC de hardware para comparar os dois lado a lado no seu próprio ambiente. Para organizações que preferem terceirizar a operação do SBC, o Serviço Gerenciado entrega o ProSBC+ com HA 1+1, suporte 24/7, configuração inicial, integração, testes e monitoramento na plataforma do cliente ou hospedado pela TelcoBridges.
Ao enviar este formulário, suas informações serão processadas de acordo com nossa Política de Privacidade.
Prefere avaliar por conta própria primeiro? Crie seu laboratório gratuito.